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Genética familiar, a chance para as nossas doenças

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A ciência renovando velhas questões

Há mais de 50 anos Franz Alexander, aproveitando muitos dos conceitos formulados pelas teorias de Freud, descrevia a chamada psicossomática. Não importava que estivesse dando novos nomes a velhos conceitos, pois isto é uma praxe nos nossos tempos. O importante é que ele recolocava a cabeça ligada ao corpo, isto é, mostrava que as interações mente-corpo sempre existiram e que o nosso “soma” (corpo) é totalmente envolvido pelo psíquico.

Ficamos, fisicamente, cada vez mais doentes nestas últimas décadas, sem conseguir gerenciar os sintomas. Isto fez com que a ciência voltasse a estudar os fenômenos psicossomáticos que participam no desencadear das nossas doenças. Não há mais dúvida que doenças como pressão alta, infarto do miocárdio, depressão, ansiedade, entre outras podem ser evitadas ou pelo menos minimizadas com tratamentos para aliviar a tensão mental.

A raiva, a angústia, a agressividade participam intensamente da hipertensão arterial, do desencadear do infarto do miocárdio, das dores corporais e de várias outras patologias. Os quadros depressivos persistentes também afetam a nossa defesa e facilitam o aparecimento das alergias, artrites e infecções. Desta forma temos que incluir na prevenção e qualidade de vida os cuidados com a mente.