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Idosos, muita atenção com a pressão alta
As doenças cardiovasculares no Brasil matam 300 mil pessoas por ano, sendo que 15% (45 mil pessoas) são hipertensos. Dos mais de 10 milhões de idosos, em média 40% são hipertensos e boa parte não sabem que têm a pressão alta.
Já sabemos que os eventos cardiovasculares graves (infarto do miocárdio e derrame) tendem a acontecer no início da manhã, em geral com a subida da pressão ao acordar. Desta forma, tratar a pressão evitando o pico matinal exagerado reduziria em 40% as chances do derrame e em 20% a do infarto. O ideal é que a pressão seja medida pelo menos duas vezes ao ano pelo seu cardiologista, que também solicitará exames de controle (teste ergométrico, ECO, MAPA) se necessário. O grande desafio do tratamento da pressão alta, principalmente nos idosos, é fazer com que eles tomem a medicação, pois só 50% o faz corretamente.
Os idosos também apresentam a chamada hipertensão arterial sistólica isolada, isto é, só têm a pressão máxima, ou sistólica, aumentada. Os trabalhos mostram que quanto mais idoso, maior a chance deste tipo de hipertensão, e mais risco de morte por doenças cardiovasculares. A pressão alta deve ser tratada até o fim da vida e as medicações mais modernas são extremamente eficientes, seguras e sem efeitos colaterais.
Dietas e exercícios ainda são formas de ajudar a combater a pressão alta.
