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A raiva como fator de risco cardíaco

Durante muitos anos se buscou saber qual era a personalidade dos indivíduos que tinham mais ataques do coração. A chamada personalidade do tipo A referia-se a um grupo de indivíduos que seriam mais sensíveis às doenças do coração. Após muitos anos de estudos e experiências clínicas, foram deixados de lado os estereótipos e foi possível entender como as emoções atingem o coração.

O que realmente chama a atenção são os indivíduos muito competitivos e agressivos, pois apresentaram 20% a mais de chance de sofrer um infarto do miocárdio. A avaliação de 44 estudos realizados sobre o assunto foi publicada pelo Jornal do Colégio Americano de Cardiologia, mostrando que pessoas que apresentam acessos de raiva com muita agressividade apresentam risco de eventos cardiovasculares mesmo sendo muito saudáveis. Os indivíduos muito agressivos abusam do cigarro, da bebida, dormem mal, não fazem exercícios e não gostam de prevenção e tratamento.

As crises de raiva e agressividade liberam adrenalina, que aumenta os batimentos cardíacos, a pressão arterial e ainda reduz o calibre das artérias do coração. Estas mudanças podem levar a crises de pressão alta, arritmias e até ao infarto do miocárdio. Caros leitores, não esperem acontecer a “crise mais grave” para procurar seu cardiologista, e se necessário, o psiquiatra ou psicólogo.