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Emoções e o coração

Nós já sentimos no coração as repercussões das emoções como raiva, paixão, tristeza, alegria, depressão e percebemos que ele é o centro do tônus afetivo e o símbolo das emoções. A diferença atual é que a ciência vem confirmando como estas sensações, que passam pelo coração, repercutem no nosso corpo melhorando ou piorando algumas doenças, como verdadeiros fatores de risco.

Há muitos anos os clínicos e cardiologistas já percebiam o papel de alguns sentimentos nas doenças, mas nos últimos dez anos a ciência trouxe trabalhos consistentes sobre estas relações da mente no corpo. Vários são os trabalhos que descrevem a participação da ansiedade e da depressão como fatores que aumentam até em 40% os riscos de um evento cardiológico (infarto do miocárdio). O que ficou claro é que, além dos fatores de risco habituais, diabetes, pressão alta, colesterol alto, os sentimentos negativos como a tristeza, depressão, bem como a ansiedade, produzem efeitos de sobrecarga no coração, aumentando o desgaste.

Os trabalhos recentes ainda mostraram que estas situações de hostilidade e depressão aumentam a produção de substâncias inflamatórias, que facilitam o acúmulo de gordura na parede das artérias. Caros leitores, fiquem atentos a como vocês estão lidando com as situações emocionais!