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Tabagismo pelo fim do cigarro

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde, trata-se do causador da morte de 200 mil brasileiros ao ano. No mundo, este número chega a quase 5 milhões anuais (mais de 10 mil diariamente).

Quem fuma tem dez vezes mais chances de desenvolver cân­cer de pulmão, além de pos­sibilidades cinco vezes maio­res de sofrer infarto. Consumir derivados do tabaco significa colocar no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, que incluem nicotina, monóxido de carbono e alcatrão (formado por cerca de 50 elementos pré­-cancerígenos, como agrotóxi­cos e, até mesmo, substâncias radioativas). As vantagens para quem para de fumar são bastante compensadoras. Apenas oito horas após o último cigarro o nível de oxigênio se normaliza; dois dias depois, o olfato e o paladar já funcionam melhor e, de cinco a dez anos após o tér­mino do vício, o risco de infarto volta a ser o mesmo daqueles que nunca fumaram.

O impacto individual, que tem sido estudado desde 1920, é enorme. O tabagismo causa diversas doenças crônicas que in­capacitam o fumante, além de estar relacionado com mortali­dade precoce. A queima do ta­baco e seus produtos é um dos maiores poluentes domiciliares e, portanto, de impacto direto para todos os membros da famí­lia.