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Pressão alta: o que devemos saber

A hipertensão arterial é uma doença de natureza multifatorial, caracterizada pela elevação da pressão arterial, frequentemente associada a alterações metabólicas e hormonais. Acomete cerca de 15 a 20% da população adulta, chegando a 50% entre os idosos.

Atinge mais pessoas do sexo masculino, até 45-50 anos, e a partir desta faixa a prevalência é maior nas mulheres. Tende a ser mais prevalente entre negros e também naqueles com história familiar para hipertensão. A pressão alta é considerada um dos principais fatores de risco cardíaco e doenças cerebrais. Além disso, a hipertensão é o primeiro fator de risco para acidente vascular cerebral, sendo que 90% das pessoas em estágio final de doença renal têm história prévia de hipertensão arterial.

Esta doença é praticamente assintomática e a sua identificação se faz através da medição da pressão arterial. Valores persistentemente iguais ou maiores do que 140 mmHg para a pressão sistólica e/ou 90 mmHg para a diastólica indicam a presença de hipertensão arterial, devendo ser tratada. O tratamento inclui anti-hipertensivos e medidas não medicamentosas como:

a) redução do peso até atingir índice de massa corporal inferior a 25 kg/m²;

b) redução de sal na alimentação para consumo em torno de 6g de sal (1 colher de chá) diário, no máximo;

c) evitar alimentos industrializados, enlatados, carnes/peixes secos, defumados, charque, conservas, queijos, adição de sal aos alimentos prontos, e abolir o saleiro da mesa;

d) aumentar a ingestão de potássio, presente em grãos (feijão, ervilha), vegetais verde-escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata-inglesa e laranja;

e) restringir o uso de bebida alcoólica e praticar exercícios físicos regularmente.